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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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MADAGÁSCAR: COMO OS PESCADORES PERCEBERAM QUE A SOLUÇÃO ESTÁ NA CONSERVAÇÃO

Mäyjo, 06.05.15

vezo_SAPO

Há mais de 1.000 anos que os Vezo, povo semi-nómada do sudoeste de Madagáscar, vivem unicamente do que pescam no Canal de Moçambique. Mas quando o biólogo britânico Alaisdair Harris visitou a região, há mais de 10 anos, descobriu aldeias piscatórias com dificuldades em encontrar peixe suficiente para se alimentarem, devido ao aumento populacional e decréscimo dos stocks marítimos.

Conta o The Guardian que, quando Alasdair e a sua organização, a Blue Ventures, sugeriram que os Vezo fechassem uma das suas zonas de pesca por alguns meses, em 2004, a reacção não foi muito positiva. Mas foi aceite.

“Quando a reabrimos, apanhámos 1.200 quilos de polvo num só dia”, recordou Gilas Adrianamalala, que trabalhava na Blue Ventures como investigador. “Convidámos pessoas de 20 aldeias para ver o produto da pesca, para mostrar à comunidade que só têm a ganhar se olharem pelos seus recursos”.

Hoje, a Blue Venture tornou-se influente na comunidade global de conservação. Em Madagáscar, outras comunidades piscatórias seguiram o modelo e o País tem hoje centenas de áreas costeiras monitorizadas e protegidas pela população local. “Cerca de 11% da área costeira de Madagáscar está sob protecção”, explica Harris. “O que é extraordinário, se pensarmos que Madagáscar é um dos países mais pobres do mundo”.

O sucesso de Blue Ventures levou a que organizações de países vizinhos replicassem o modelo de protecção das suas áreas costeiras. Os Vezo representam uma fracção dos milhões de pessoas que sobrevivem em regiões costeiras que são altamente vulneráveis às alterações climáticas.

Segundo Harris, os programas de conservação só funcionam se todos trabalharem junto dos que dependem do mar, ajudando-os a reconhecer a importância da conservação ao nível humano. “O nosso sector nunca compreende. A maioria das pessoas são marginalizadas pela conservação”, continua Harris.

Há muito que os ecologistas dizem que 30% dos oceanos têm de ser protegidos, mas menos de 1%, actualmente, goza deste estatuto. “A abordagem tem de ser radicalmente diferente”, concluiu, enquanto dá um exemplo: há centenas de zonas de pesca protegidas em Madagáscar, um país pobre, mas apenas dois ou três no Reino Unido. Isto faz algum sentido?

Foto: WRI / Creative Commons

ORDEM DOS ARQUITECTOS PROMOVE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO NACIONAL NO INSTAGRAM

Mäyjo, 06.05.15

arquitectura_SAPO

Descobrir os novos enquadramentos e prismas da obra arquitectónica nacional. Este é o objectivo da Ordem dos Arquitectos, que através da Seccção Regional do Norte (OASRN), quer chegar a diferentes olhares sobre o património arquitectónico do país. Para tal, a OASRN está a promover a segunda edição do Concurso de Fotografia de Arquitectura “Outro Prisma” na rede social Instagram.

O tema desta segunda edição é “Arquitectura Reflectida” e “pretende-se que os participantes explorem, de modo artístico e criativo, os reflexos, descobrindo novos enquadramentos e novos prismas da obra arquitectónica”, lê-se no site da OASRN.

A melhor fotografia submetida a concurso vai receber um prémio no valor de €500 e o júri pode ainda propor a atribuição de duas Menções Honrosas, sem valor pecuniário.

O concurso foi lançado no passado dia 2 de Maio e está aberto à participação de todos os interessados nos temas da arquitectura e fotografia. A submissão de fotos decorre até 31 de Julho de 2015.

As fotos já submetidas a concurso podem ser vistas no Instagram da OASRN.

Foto: ©miguel valle de figueiredo / Creative Commons

Visto de cima - Agricultura

Mäyjo, 06.05.15

Agricultura e canais de irrigação

Meridian, California, USA.jpg

Meridian, Califórnia, EUA

38.925232927°, -121.714576895°

 

A exploração agrícola em Meridian, Califórnia está dividida por canais de irrigação que começam no Rio Sacramento.

Em média, 9,6 milhões de hectares de terras cultiváveis em todo o estado são irrigados com 11 triliões de litros de água por ano.

A partir de 2014, os agricultores da Califórnia cultivam cerca de metade das frutas, vegetais e nozes produzidos nos Estados Unidos.

Visto de cima

Mäyjo, 06.05.15

Pyramids of Giza

Giza, Egypt.jpg

Pirâmides de Gizé

Gizé, Egito

29°58′34″N 31°7′58″E

 

As Grandes Pirâmides de Gizé estão localizados nos arredores do Cairo, no Egito.

Datadas de 2580 aC, a Grande Pirâmide, a maior estrutura no local, é a mais antiga das Sete Maravilhas do mundo antigo e a único a permanecer, em grande parte, intacta. Com uma estimativa de 2,3 milhões de blocos de pedra pesando 2-30 toneladas cada, a pirâmide com 481 pés foi a estrutura mais alta do mundo por mais de 3.800 anos.

 

HONDURAS: CIDADE DESCOBERTA NA FLORESTA TROPICAL PODERÁ SER UMA CIVILIZAÇÃO PERDIDA

Mäyjo, 06.05.15

la mosquitia_SAPO

Uma equipa de arqueólogos da Colorado State University descobriu novos vestígios de uma civilização antiga, numa área remota da região tropical de La Mosquitia, nas Honduras. Em 2012, algumas escavações desenterraram parte de uma cidade, no mesmo local, mas a nova descoberta, feita pela mesma equipa, poderá indiciar que se trata de uma civilização completa e não apenas uma cidade.

Segundo o Observador, que cita o National Geographic, uma equipa de arqueólogos organizou há três anos uma expedição à remota região tropical das Honduras, motivada pelos rumores acerca da existência da chamada White City (Cidade Branca, em português) e também conhecida por City of the Monkey God (Cidade do Deus Macaco).

Através de uma tecnologia que permite a localização de vestígios arqueológicos com um laser, delineando as suas características arqueológicas mesmo por debaixo de densas florestas tropicais, a equipa encontrou, em 2012, um conjunto de ruínas no local correspondente à localização da White City.

Na passada quarta-feira, a equipa regressou ao local das ruínas e encontrou uma considerável quantidade de esculturas de pedra da alegada cidade lendária, intocadas desde que o local fora abandonado há séculos.

A lenda dizia que, por entre a folhagem tropical da floresta da região de La Mosquitia, emergiam as muralhas brancas da cidade perdida, um lugar místico onde os indígenas se haviam outrora refugiado dos conquistadores espanhóis e de onde ninguém alguma vez regressara.

A equipa de Colorado encontrou 52 artefactos, entre os quais uma espécie “homem-jaguar” possivelmente representando um xamã num estado transformado de espírito. Outra explicação é que este artefacto possa corresponder a um elemento dos rituais de jogos de bola, comuns na vida pré-colombiana da Mesoamerica. A figura terá sido feita entre os anos 1000 a 1400 A.C.

Uma vez que a região de La Mosquitia tem, no seu seio, um conjunto de vestígios de várias cidades perdidas, vários arqueólogos supõem agora que, juntas, essas cidades constituam algo bem mais importante – a existência de uma civilização perdida.

A National Geographic conta que o perigo da desflorestação que esta região enfrenta constitui um grande perigo no contexto desta possível descoberta, numa região que é, de acordo com Mark Plotkin, um etnobotânico que passou 30 anos na Amazónia, a floresta tropical mais intocada de toda a América Central.

AMAZÓNIA ESTÁ A PERDER CAPACIDADE DE ABSORÇÃO DE CO2

Mäyjo, 06.05.15

amazonia_SAPO

Em 1990, a Amazónia era capaz de absorver tanto quanto 2.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. Na última década, esta capacidade foi-se reduzindo e, actualmente, o “grande pulmão verde” da Terra consegue absorver apenas 50% daquilo que absorvia em 1990.

A conclusão é de um estudo publicado na conceituada revista Nature. A investigação foi feita ao longo de 30 anos e envolveu quase uma centena de investigadores de oito países diferentes.

De acordo com Roel Brienen, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, a Amazónia era responsável por um quinto a um quarto do dióxido de carbono retido na Terra e, como tal, qualquer diminuição na sua eficiência a absorver CO2 era um travão aos esforços no combate às alterações climáticas.

“Se esta tendência continuar é preocupante porque significa que, basicamente, se os subsídios que temos recebido da natureza – as florestas que têm absorvido parte das emissões que temos vindo a lançar para a atmosfera – acabarem, vamos ter de fazer ainda mais esforços para reduzir as emissões de CO2 de maneira a travarmos as alterações climáticas”, afirma Brienen, cita o Guardian.

Segundo o investigador, esta capacidade de absorção está a perder-se principalmente nas zonas de floresta intocadas e não está directamente ligada à desflorestação da Amazónia provocada pela exploração de recursos naturais. Segundo o estudo, a capacidade da Amazónia absorver CO2 diminuiu 30% entre 1990 e 2000. Durante o mesmo período de tempo, as emissões globais de CO2 aumentaram 21%.

Foto: Nguyen Ngoc Chinh / Creative Commons